Pensamentos, desabafos, amores e desamores, encontros e desencontros, sentimentos contraditórios, palavras de conforto, tudo o que uma adolescente pensa ♥

As coisinhas que eu escrevo

Terça-feira, 16 de Novembro de 2010


16 de Novembro de 2010


Meu Querido A.,
      Deves estar a achar estranho chamar-te meu querido, pois bem, meu querido! Sei já de cor e salteado, perfeitamente que não és, não foste e nem nunca serás meu, mas mesmo assim hoje apeteceu-me chamar-te meu querido.
      Ontem li uma frase num livro que me fez lembrar de ti mais uma vez e depois as memórias voltaram como um filme em câmara lenta, isto acontece-me várias vezes ao dia, seja porque vejo as cartas que te escrevi à mão como esta que escrevo agora para ti, só mais uma de tantas, seja porque vejo o teu número na minha lista telefónica do telemóvel ou então por me lembrar das tuas palavras a bailarem ao meu ouvido "gosto de ti D.", então eu agora pergunto-te, gostas de mim? Não, não gostas, o amor é uma ilusão, tu não gostas de mim e eu "não gosto de ti". Ninguém gosta de ninguém nem mesmo quem jura a pés juntos que sim.
      Mas, por breves momentos acreditei que gostavas mesmo de mim.
      Lembras-te de quando te mandei uma mensagem a dizer que qualquer dia te levava para o elevador e carregava no stop? Respondes-te-me para que é que ia fazer isso e eu disse-te que para qualquer coisa como por exemplo te beijar, a conversa ficou por aqui mas, uma das vezes que estive contigo tivemos de andar de elevador e quando toda a gente saiu, olhas-te para mim, vies-te ter comigo, puxas-te-me contra ti, empurras-te-me contra a parede do elevador e beijas-te-me, foi qualquer coisa como inesquecível esse momento.
      Sabes bem como gosto de ti, não te amo e duvido vir a amar algum dia, até porque o amor é uma ilusão, mas gosto de ti por gostar e tenho, apesar de não querer admitir e de não gostar de dizer tenho saudades tuas, muitas, tuas e não só mas a conversa fica por aqui, é melhor não me alargar muito mais porque sei que não estás nem aí para mim, mas quero que saibas que estou sempre aqui para ti. 
      Escrevo-te esta carta à porta da escola com o sol já fraco a iluminar-me o papel e o rosto, o Ben Harper a cantar Walk Away, o vento a desafiar o meu cabelo para dançar com ele e o frio a arrefecer-me o nariz e as mãos, como vês podia ser ainda mais perfeito se tu estivesses aqui, do meu lado!


Beijinhos, Kikas ♥

P.S, Acredito que foi o destino que nos juntou e também acredito que tenha sido ele a separar-nos, mas ainda assim gostava de ficar contigo durante um tempo chamado sempre.
escrito por Daniela às 19:42

que giro :)
Riten a 4 de Dezembro de 2010 às 21:48